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O que fazer quando quero me divorciar e não tenho coragem?

Quero me separar e não tenho coragem: o que fazer?

Não é raro encontrar pessoas na Internet ou em locais de aconselhamento dizendo algo como “Eu quero me separar e não tenho coragem”. Esse é um sentimento muito compreensível e bastante comum.

Afinal, não é fácil encarar uma separação. Não tanto pela parte jurídica, já que um divórcio no cartório é bem simples e rápido, mas sim pela parte emocional. É difícil sair da zona de conforto e encerrar um relacionamento que já durou tanto tempo e foi tão longe.

No entanto, o divórcio é uma opção cada vez mais comum para as pessoas no Brasil. Em 2018, foram mais de 380 mil divórcios no país, o que equivale a 1 em cada 3 casamentos sendo finalizados dessa forma.

Por isso, se você quer se separar, mas não tem coragem de agir, este artigo é para você. Siga a leitura para saber o que fazer nessa situação!

Quero me separar e não tenho coragem: o que fazer?

O primeiro ponto é entender que os julgamentos morais em relação ao divórcio devem ficar de fora da equação. Infelizmente, apesar do processo judicial ser cada vez mais comum para o fim do casamento, ainda há um peso moral muito elevado nessa questão.

Muitas mulheres e muitos homens ainda preferem ficar presos a relações infrutíferas e infelizes com medo de se separarem e enfrentarem um julgamento moral da família, de amigos ou de outras pessoas.

No entanto, esse tipo de medo não deve entrar na avaliação da questão pois a separação é um processo que envolve a felicidade da pessoa. Se ela não está feliz, qual é o sentido em se manter em uma relação que vai prolongar essa infelicidade?

Por isso, é importante se distanciar desse tipo de inflexão moral de terceiros e tomar a decisão por si só. A questão é: se você quer se separar, mas não tem coragem, então há o desejo de finalizar o relacionamento. Portanto, deve-se trabalhar a maneira de viabilizar esse desejo.

A única exceção, claro, é se a falta de coragem está relacionada com uma vontade de não se separar, mas isso é questão para outra esfera.

Como a mediação familiar pode ser uma solução nessa área

Uma boa solução para ajudar quem quer o divórcio, mas não tem coragem, é a mediação familiar. Esse serviço é fornecido por um mediador autorizado (normalmente um advogado) e consiste em controlar o meio de campo de conversa e negociação entre as partes envolvidas no divórcio.

Basicamente, o papel da mediação familiar não é reunir o casal de volta ao casamento, mas sim conseguir que ambos passem pelo processo da melhor forma possível, lidando com os conflitos que possam surgir pelo meio do caminho.

Por isso, o mediador não estará tão interessado assim nos problemas pessoais entre o casal (exceto se eles impedirem que ambos possam chegar a um acordo em relação à separação). Na verdade, seu objetivo é garantir que as duas partes conseguirão o divórcio e sairão bem da situação.

Para quem não tem coragem de se separar, essa pode ser uma boa solução para lidar com a questão logística e formal da situação.

Conheça os diferentes tipos de divórcio

Muita gente que fala algo como “Eu quero me divorciar e não tenho coragem”, normalmente teme enfrentar um longo processo no tribunal, capaz de expor toda a sua vida e se arrastar por muito tempo.

No entanto, esse é apenas um cenário possível dentre as muitas formas de divórcio que existem na legislação. Por isso, saber as demais maneiras de se divorciar pode ajudar a superar o medo de dar esse passo importante na vida.

O divórcio, no Brasil, pode ser feito de duas maneiras: a extrajudicial e a judicial. A primeira é mais rápida, barata e fácil, enquanto a segunda é mais complexa.

O divórcio extrajudicial é feito no cartório e é finalizado em apenas alguns dias. Basta ter somente um advogado para o casal, que preparará a documentação. Então ambos só precisarão ir um dia para cuidar da papelada e assinar a separação. É rápido e simples.

Para fazer o divórcio extrajudicial, é necessário cumprir dois requisitos básicos. O primeiro deles é o de comum acordo entre o casal sobre a partilha dos seus bens. Já o segundo requisito é não ter filho menor de idade ou filho adulto que seja considerado como sendo incapaz.

Caso esses dois requisitos não sejam cumpridos, o casal deverá iniciar um processo em tribunal para conseguir finalizar o casamento. Nesse caso, o procedimento pode ser amigável (em que o casal já concordou em tudo e só precisa do aval do juiz) ou litigioso (em que o casal briga e disputa judicialmente pela separação de bens, guarda dos filhos e outras questões).

Como pôde ver, em apenas um caso o processo de separação resulta em uma disputa judicial. Em todos os outros, a situação é resolvida de maneira amigável e tranquila.

Você entrou nesse artigo dizendo “Quero me divorciar e não tenho coragem”. No entanto, agora você já viu como ultrapassar esse obstáculo e realizar esse importante passo na sua vida.

Se a sua intenção é realmente de divórcio, entre em contato com a nossa equipe para saber como podemos ajudá-lo!

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